Novamente fui cobrado pelos Jurássicos de conseguir um roteiro de fuga para nossas rotinas, e por muita felicidade li que os Carcarás da Canastra iam promover um furdunço lá em Piumhi, mode inaugurar a sede deste reconhecido Moto Clube. Entrei em contato com o Max, grande amigo e integrante do Lords de Aço, a fim de nos dar suporte reservando um bom hotel. A cidade de Piumhi, que por sinal é muito bonita e aconchegante, tem sua história iniciado pelos idos de 1731, época em que o bandeirante Batista Maciel começou a explorar aquela região, somente em 1868 teve sua emancipação política e passou ao status de cidade. O nome Piumhi se deve aos índios que acompanhavam a Bandeira, e tem duas interpretações: “Rio de muito peixe” ou “Rio de muito mosquito”. Mas vamos lá, dos Jurássicos ficou programado irmos em quatro integrantes: Pensador, Dú, Tianhinho e o Léo Megale com o carro de apoio, porém por motivos técnicos alheios a vontade deste último sua presença foi impedida. Então marcamos de sair de Oliveira, pois mesmo desviando uns 90 kms os dois integrantes de BH sismaram em vir me recolher, acho que eles estavam é com muita vontade de estrada mesmo. Me deram um chá de cadeira e só apareceram depois das 11 hs. Da manhã de sábado, e não tardamos em nos colocar na estrada. Optei por passar por Itapeceria, pois a estrada está em melhores condições, liguei minha luz de freio novamente e fui puxando o comboio para desespero dos outros que queriam andar muito acima da minha velocidade de cruzeiro. A estrada estava tranqüila e o tempo ameaçava uma chuva para mais tarde, porém chegamos sem problemas até Formiga, onde paramos para um esgotamento bexigal, e um café com pão de queijo pois somos mineiros e não abrimos mão desta regalia. O Dú resolveu tirar a capa de chuva e logo que começamos a rodar o horizonte franziu a testa, arroxeou, e pudemos vizualizar a cortina d’água que nos aguardava vindo em nossa direção, paramos e nos preparamos, obrigando o Dú a repor sua vestimenta antidiluvial. Falando em dilúvio, já rodando novamente, despencou o céu em cima de nossos capacetes, com direito a cair asa de anjo e auréola de santo, parecia que tinha anoitecido e o aguaceiro castigou estes três Jurássicos com vontade. Passamos pelo pedágio e a chuva foi acalmando, ao ponto de já bem próximos a Piumhi apenas chuviscos nos acompanharem. Já na cidade fomos procurar o Hotel Faria, para deixarmos as tralhas e podermos ir quebrar uns pescoços gelados, para relaxar um pouco após os perrengues da chuvarada na estrada. Acomodamos e incomodamos no hotel, e fomos em busca do churrasquinho e dos amigos que nos receberam com braços abertos, carne no ponto e cerveja bem gelada, melhor recepção que essa impossível. O Tianinho quis ficar no hotel, para chegar sozinho no evento sem eu nem o Dú para ofuscar sua aparição marcante, isso foi por demais importante, já que chamou a atenção da meninada que queria a todo momento tirar fotos com aquela figura chamativa, descobrimos então uma forma de pagar o combustível do retorno cobrando por foto tirada ao lado dele. Infelizmente o valor pedido e o valor pago estavam um tanto quanto distantes, e o que arrecadamos deu somente para pagar um pedágio, fazer o quê né? A tarde passou rápida, e a animação cresceu na mesma proporção, muita conversa jogada fora, muita foto, muita alegria, e muito pescoço gelado quebrado. A certa altura, e põe altura nisso, o Dú pediu arrego e disse que não conseguiria levar a moto de volta pro hotel, daí o Geovane se encarregou de leva-la, e lá fui eu tentando acompanhar o dito cujo, penei, mas consegui chegar inteiro no hotel, guardei as motos com a ajuda dos amigos é claro, e fui pro meu quarto, mesmo tendo prometido voltar a pé, coisa que ficou impossível, depois de um bom banho, eu só queria era uma boa cama e dormir o sono dos justos. Tianinho e Dú chegaram mais tarde, pois ficaram sentados na calçada conversando, comendo sanduíche ladeados por alguns cães de rua, que se prontificaram a protegê-los de qualquer ameaça. Sismei que tinha perdido a chave da moto do Dú, e fui descobrir somente no domingo pela manhã que o Geovane tinha prendido a chave no capacete, justamente para que eu não a perdesse, ufa. Tomamos café, pagamos e agradecemos a ótima hospedagem, amarramos as tralhas e formos passear pela cidade, já que não sabíamos qual o caminho de acesso à BR 050, custamos mas encontramos a saída, paramos para abastecimento e aceleramos rumo aos nossos lares. O tempo estava ameno, nuvens ameaçavam, mas demonstravam estar preguiçosamente descansando, sem pretensões de nos banharem novamente. Chegando ao trevo de Itapecerica me despedi dos demais que seguiriam a 050 até BH, e daí pra frente minha viagem foi solo até Oliveira, só tendo dificuldades próximo a Neolandia quando um bando de cabras resolveu passear pela pista, provocando uma redução na velocidade e aumento na atenção. Cheguei em oliveira às 11 da manhã, e o Tianinho e o Dú em BH ao meio dia. Agradeço aos Carcarás da Canastra, e aproveito para parabenizá-los pela festa, aos Amigos Max, Fábia, Tágilis, Geovone valeu pela atenção de sempre, espero um dia retribuir todo esse carinho da forma que vocês merecem. Aos Jurássicos agradeço a companhia, ao Leo fica pra próxima então, e que venha logo.
Abraços estradeiros
Pensador