terça-feira, 17 de julho de 2012

PENSADOR - Indo para a Terra da Garoa (Uma história antiga de 2007)

Indo para a Terra da Garoa (Uma história antiga de 2007) Tem Rock no Braz O Tony me convidou para um rock, ele mora no Braz, eu fui... e relato aqui esta gostosa viagem que fiz para São Paulo. No início um misto de ansiedade e medo me deixaram meio, como bom mineiro, ressabiado quanto a encarar a grande Sampa, mas estradeiro é um problema quando coloca algo na idéia, não teve jeito de me dissuadir e parti na sexta feira, dia sete de dezembro de 2007, precisamente às 8:30 rumo às terras paulistas. Viagem solo tem vantagens e desvantagens, uma das desvantagens é a solidão da estrada e isso eu senti logo no início, porém com o passar do tempo e dos quilômetros os sentimentos se misturaram e passei a me preocupar com chuva, buraco e trânsito. O dia estava nublado, e São Pedro, ameaçador como nunca, sabiamente abriu algumas nuvens e me mostrou que o sol existe, me animando a enrolar o da direita até um certo ponto, pois quando cheguei em Estiva/MG desabou o céu com direito a auréola de santo e asa de anjo, foram cem quilômetros debaixo de um dilúvio que desanimaria até o Titanic do nosso Almirante Célio. Após o trevo de Atibaia a chuva diminuiu e o trânsito aumentou, não me permitindo curtir o visual da estrada que serpenteia por uma serra fria e úmida, onde passei o primeiro susto da viagem, pilotando de óculos escuros sem saber que haveria um túnel logo à frente, e o pior, em curva. Os anjos da guarda trabalharam bem e cheguei são e salvo do outro lado daquele breu, ufa. Me aproximando da grande São Paulo, tentava visualizar o mapa que o Tony me enviou, e as diversas recomendações, que por mais simples que me pareçam agora, naquele movimento todo não estava nada fácil de lembrar, e aconteceu o que eu mais temia, onde eu tinha que seguir reto por baixo de um viaduto virei à direita e passei por cima, resultado entrei na Dutra, e logo à frente fui despejado na Avenida Salim Maluf não sei das quantas, no meio de um engarrafamento terrível, afinal era sexta feira, três da tarde e... chovendo. Tinha uma vontade enorme de conhecer a Mooca e acabei indo parar lá, onde estacionei em um Posto de Combustíveis e pedi a um dos frentistas que explicasse ao Tony, via telefone, onde eu tinha me enfiado, já que tentar voltar e encontrar o local planejado para o encontro estava totalmente fora de cogitação. Mais tranqüilo após conversar com meu Amigo pelo telefone, aguardei sua chegada que não demorou muito, o fato mais curioso é que enquanto aguardava parou uma moça em um carro e me pediu informação sobre determinado endereço, delicadamente eu respondi que não sabia nem onde eu estava, e aguardava o meu anjo da guarda vir me buscar, quando olhei a placa do carro fiquei menos envergonhado com minha perdida, ela era de São Paulo mesmo. Tony me conduziu até a casa da Regina, onde fiquei muito bem hospedado, e logo depois chegou o Beto Sampa com sua alegria contagiante, ficamos os três, Eu, Tony e Beto a quebrar uns pescoços gelados e prosear balelas e assuntos sérios também, até que a Regina chegou e partimos para o Bar do Nersão, também na Mooca. No bar se encontravam reunidos o pessoal do Clube da CB, em seu point semanal, o pescoço gelado lá é de primeira, e me deliciei com a Antactica Original servida com muita simpatia pelo dono do local. Papeamos bastante, trocamos figurinhas, e pude conhecer Amigos Virtuais, que agora estavam ali na real, “bão dimais sô”! Lá pela meia noite o Tony resolveu pegar algumas coisas em casa, e lá fui eu conhecer o Braz, precisamente uma rua nostálgica onde fica a morada do Tony que é tipicamente italiana, uma experiência incrível que me deixou emocionado, e com fome, pois acabei comendo um bom prato de cuscuz à uma da manhã, risos. Fomos todos dormir o sono dos justos, pois o dia seguinte estava prometendo. Com Destino a São Roque: Sábado pela manhã combinei com o Beto Sampa uma ida até a famosa Rua General Osório e adjacências, a famosa “Boca”, onde se encontra tudo sobre moto e afins. Lá pelas dez chegou meu cicerone com sua potente CB 450 e toda a disposição para uma turnê. Ficamos na dúvida sobre eu ir de moto ou na garupa do Beto, a opção que achamos menos arriscada foi irmos em uma só moto, evitando que esse marinheiro de primeira viagem ficasse perdido no trânsito novamente. Olha Pessoal, andar de moto naquela cidade é algo surreal, existe um acordo entre os carros e o pessoal das duas rodas, o corredor, que é aquele espaço deixado entre a lateral de um carro e a do outro é o terreno das motos, e ali se embocam até dez motos de uma vez em fila indiana e de buzina aberta, loucura. Lá fui eu como todo garupa assistir a pilotagem do meu amigo e tentar não atrapalhar (muito), e acredito que passei no teste fora alguns sustos e receios do tipo “agora não vai dar” ou “agora fudeu”. Chegamos nas “Bocas” e nos pusemos a andar pelas lojas, shoppings, onde o Beto conhece quase todo mundo, impressionante. Paramos para um cafezinho e dá-lhe mais andanças, uma experiência inarrável, recomendo como ponto turístico de São Paulo. A fome apertou e fomos fazer uma boquinha, e para isso nada melhor que um bom rodízio, onde dei prejuízo ao Beto, já que como pouco, e o obriguei a se desdobrar no garfo para compensar minha carência carnívora, risos, ele deu conta! Estômago forrado um bom bate papo com Amigos, e resolvermos voltar pois tínhamos marcado sair em grupo para o aniversário dos Jacarés do Aslfato em São Roque. Novamente era a hora do “Cachorro Louco”, nome dado aos Motoboys que rasgam o trânsito pelos corredores de carros em São Paulo, e lá fui eu na garupa do grande piloto e Amigo Beto Sampa, aprendi com ele que é possível passar um camelo pelo buraco de uma agulha, e sobra espaço, risos. Na casa da Regina nos reunimos e saímos em busca da Cris, logo depois partimos em busca do local de encontro na Castelo Branco, mas quem disse que o trânsito deixava, conseguimos a incrível marca de rodar 10 kms em uma hora, debaixo de um sol de rachar. Enfim reunimos o grupo e partimos em comboio pela Castelo, agora sim, mesmo com muitos veículos o trânsito nas quatro pistas da rodovia flui em alta velocidade e o vento no corpo refresca o calor passado no engarrafamento, supimpa Meu. Chegamos a São Roque e escalamos a montanha para encontrarmos os Jacarés que festejavam seus onze anos de existência como Moto Clube, recepção calorosa e um local maravilhoso, um evento que vai ficar em minha memória para sempre. Bandas de Rock de primeira qualidade que nos propiciaram momentos incríveis, e tem gente que prefere pagode, funk, sertanejo... é gosto não se discute, ainda bem que o meu é apurado, como diz um grande Amigo meu. A noite chegou e a degustação etílica ia de vento em popa (ops), o bom papo com os Amigos corria solto, porém tudo que é bom acaba rápido e já era hora de recolher a carcaça, no domingo eu voltaria sozinho, já que o pessoal que estava comigo retornaria à noite para São Paulo. Fui para minha barraquinha, não sem antes de me despedir dos incríveis cicerones Tony, Regina, Beto Sampa, que tão bem me acolheram. Fiz muitos novos Amigos, cujos nomes não me atrevo a relatar, com o receio de que minha memória falhante e envergonhante me pregue alguma peça, a todos um forte abraço, valeu demais. O Retorno no domingo foi tranqüilo, o trânsito aliviou e as placas de sinalização são melhores nesse trajeto, sem nenhum susto atravessei a marginal Tietê, peguei a Dutra e logo depois a Fernão Dias, que com seus buracos destoa do tapete preto e liso das rodovias paulistas. Inté a próximo pessoal, esse ano eu já encerrei, que venha 2008. Pensador

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