segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Sarzedo, Passárgada e BH
Pois é... eu andava meio nauseabundo da rotina, precisando urgente de uma escapada motociclistica, e foi então que dedilhando pela internet topei com o convite de uma confraternização em Sarzedo/MG, promovida pelo Moto Clube Trem Fantasma. Entrei em contato com o Avelar, que prontamente se manifestou satisfeito com nossa presença, o que muito nos alegra, pois fazer parte dessa Irmandade é uma grata satisfação. Convidei os demais Confrades, e o Dú se animou bastante, e mesmo tendo uma outra confraternização já marcada se dispôs junto ao Tianinho de marcar presença na festiva. Cabe aqui um momento cultural, com a inauguração da estação Sarzedo, pela estrada de ferro Central do Brasil, em 1917, o povoado de Cachoeira de Santa Rosa de Lima ganhou impulso, e posteriormente recebeu o mesmo nome da estação, que por sua vez homenageava o engenheiro espanhol Francisco Sarzedo. Em 1948 se elevou a distrito de Betim, posteriormente se transferiu para Ibirité e em 1995 se emancipou. Avisei aos demais que partiria de Oliveira no sábado lá pelas 9 da manhã, porém devido a uma reunião etílica na sexta a noite, meu relógio biológico entrou em pane, e acabei saindo depois das 10, o que causou preocupação no Tianinho que enviou sinal de fumaça pelo celular, tentando entender o que houve comigo. A viagem foi tranqüila mesmo com um engarrafamento na Serra de Igarapé, devido a manutenção da pista, e para variar uma entrada errada no trevo em Betim, o que me fez rodar igual peru em véspera de natal, mas logo tomando o rumo certo pela Avenida Brasil. Chegando a Sarzedo, sem a menor noção de onde se localizava a quadra coberta em que ocorreria o evento, acabei acertando de primeira, o que prova que o sensor de festas está em pleno funcionamento. Fui recebido pelo Avelar que me avisou que “os meninos” já tinham chegado, e logo que estacionei a Baguera, sob a supervisão atenta dos integrantes do Moto Clube Trem Fantasma, adentrei ao recinto mode quebrar uns pescoços gelados. Avistei o Tianinho, o Dú e a Letícia juntos ao Éder Louco das Gerais, e me juntei ao grupo para trocar umas lorotas e contar umas tantas vantagens, coisa em que somos especialistas. Outro que encontrei foi o Magrelo que abrilhantava a festa com sua nova apresentação “Tudo ao mesmo tempo”, muito bom. O Taylor e a Sandrinha também estavam por lá e foi muito bom revê-los. A Letícia e o Dú queriam ir para a confraternização de Amigos que eles fazem anualmente, e que infelizmente veio a coincidir com a mesma data de Sarzedo, e nos deixaram mais cedo. Ficamos eu e o Tianinho para colocar as fofocas em dia, fumar uns charutos e quebrar mais uns pescoços gelados. Lá pelas tantas saímos a francesa e rumamos para Brumadinho, numa estradinha simpática e de médio movimento, de Brumadinho começamos a subir a serra, mas aí a estrada ficou mais nervosa, e logo de cara mostrou que não tem como relaxar, areia na pista, buracos e quebra molas. Numa dessas curvas a areia invadiu sorrateiramente a pista, deixando apenas um trilho de asfalto, o Tianinho que ia a frente, e já foi trilheiro, pôs a moto no lugar certo e passou sem dificuldades, eu que não tenho essa manha, deixei o pneu traseiro passar pelo farelo traiçoeiro e sambei que nem mulata de escola de samba, chamei um santo que não estava ocupado, e ele me deu uma ajudinha para não ir pro chão, fiz sinal pro Tianinho para parar e aliviar a bexiga depois do susto. Lição aprendida, subimos a serra que tem uma visão maravilhosa, mas fica difícil curtir e pilotar ao mesmo tempo. Desembocamos na 040 e rumamos pro condomínio onde a festa já rolava, no caminho um calçamento de fazer os dentes tremerem e aliviar parafusos, mas a recepção calorosa compensou o castigo da pilotagem nas pedras. Na festa reencontrei o Confrade Leo, sua namorada Magda, que elogiou esse escriba pelos rabiscos que providencio de vez em quando, e me deu certeza que se um dia eu escrever um livro alguém vai comprar, muito obrigado. A Walquiria Isaura do Tianinho também estava por lá, e mesmo se queixando de estar troncha da coluna, bateu o ponto no encontro de amigos. Gostei de conhecer o Casal proprietário do imóvel no Condomínio Passargada, André e Martinha, que nos receberam com uma alegria contagiante, não vou me atrever a tentar lembrar o nome de todos que conheci, pois minha memória falhante e envergonhante tem mania de me pregar peças, portanto fica aqui o meu abraço a todos os presentes. Já era quase noite quando nos aventuramos rumo a BH, mais precisamente pro cafofo do Tianinho, mode guardar as motos e encontrar algum estabelecimento que se dispusesse a nos fornecer algo etílico e acompanhamentos alimentares. No caminho passamos por uma moçoila de calça branca, que deve ser fiscal de trânsito, pois insistia em chamar a atenção se destacando no meio da via, eu não queria olhar mas os olhos queriam, como diria um velho professor meu “O que abunda, não prejudica”. Estabelecidos no Barzinho, comemos e bebemos, e de quebra ouvimos da mesa ao lado um show musical, no qual fizemos questão de atrapalhar tentando cantar, até pedido musical da já famosa melodia de zona “Boate Azul” fizemos, e mesmo assim não conseguimos tirar o bom humor daquela galera boa que lá estava presente. O Dú e o Leo se juntaram a nós, e pudemos encher o saco deles mais um pouco, o Dú pela inauguração de sua cozinha, que me foi prometida e frustrada ao mesmo tempo, fica pra próxima então. E o Leo por perder a chave do carro duas vezes seguidas, dentro do próprio veículo. Acabamos com o estoque de cerveja do Bar, e decidimos que já era hora de encerrar a festiva e ir descansar a carcaça, já que no dia seguinte eu ainda teria que encarar o retorno para minha terrinha. De banho tomado, a alma lavada, e com um sorriso no rosto fui dormir o sono dos justos, depois de um dia muito agradável e cheio de novidades. Na manhã seguinte zarpei após forrar o estômago com um cafezinho e um pão de queijo feitos pela Tia Celeste, supimpa. Abasteci já que consumi todo o tanque da Baguera nas andanças de sábado, e rumei pelo trânsito tranqüilo de domingo em BH. Já na BR 381, sob um céu limpo, realizei meu retorno sem maiores detalhes, curtindo cada quilômetro. Cheguei em casa feliz quiném pinto no lixo, e curti o domingo com minha família.
Valeu Galera, muito obrigado por tudo, e até a próxima se Deus quiser.
Pensador
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